11 set

Café da manhã no McDonald’s

Arquivado em: Pensamentos — Pedro Mello @ 20:07

Esta é uma bela história e é também uma história real, por favor, leia-a até o fim.  Sou mãe de três crianças (14, 12 e 3 anos) e recentemente terminei a minha faculdade. A última aula que assisti foi de sociologia.

O professor dava as aulas de uma maneira inspiradora, de uma maneira que eu gostaria que todos os seres humanos também pudessem ser. O último projeto do curso era simplesmente chamado “Sorrir”.

A classe foi orientada a sair e sorrir para três estranhos e documentar suas reações. Sou uma pessoa bastante amigável e normalmente sorrio para todos e digo oi de qualquer forma.  Então, achei que isto seria muito tranqüilo para mim.

Após o trabalho ser passado para nós, fui com meu marido e o mais novo de meus filhos numa manhã fria de Março ao McDonald’s. Foi apenas uma maneira de passarmos um tempo agradável com o nosso filho.

Estávamos esperando na fila para sermos atendidos, quando de repente todos a nosso redor começaram a ir para trás, e então o meu marido também fez o mesmo. Não me movi um centímetro… Um sentimento arrebatador de pânico tomou conta de mim, e me virei para ver a razão pela qual todos se afastaram.

Quando me virei, senti um cheiro muito forte de uma pessoa que não toma banho há muitos dias, e lá estava na fila dois pobres sem-teto. Quando eu olhei ao pobre coitado, próximo a mim, ele estava “sorrindo”. Seus olhos azuis estavam cheios da Luz de Deus, pois ele estava buscando apenas aceitação.

Enquanto contava as poucas moedas que ele tinha amealhado, disse:

- Bom dia!

O segundo homem tremia suas mãos, e ficou atrás de seu amigo. Eu percebi que o segundo homem tinha problemas mentais e o senhor de olhos azuis era sua salvação. Eu segurei minhas lágrimas, enquanto estava lá, parada, olhando para os dois. A jovem mulher no balcão perguntou-os o que eles queriam e ele disse:

- Café já está bom, por favor.

Era tudo o que eles podiam comprar com as poucas moedas que possuíam (se eles quisessem apenas se sentar no restaurante para se esquentar naquela fria manhã de março, deveriam comprar algo e ele apenas queria se esquentar). Então eu realmente sucumbi àquele momento, quase abraçando o pequeno senhor de olhos azuis.

Foi aí que notei que todos os olhos no restaurante estavam sobre mim, julgando cada pequena ação minha. Eu sorri e pedi à moça no balcão que me desse mais duas refeições de café da manhã em uma bandeja separada. Então, olhei em volta e vi a mesa em que os dois homens se sentaram para descansar. Coloquei a bandeja na mesa e coloquei minha mão sobre a mão do senhor de olhos azuis.

Ele olhou para mim, com lágrimas nos olhos e me disse obrigado. Eu me inclinei, acariciei sua mão e disse:

- Não fui eu quem fiz isto por você, Deus está aqui trabalhando através de mim para dar a você esperança!

Comecei a chorar enquanto me afastava deles para sentar com meu marido e meu filho. Quando eu me sentei, meu marido sorriu para mim e me disse:

- Esta é a razão pela qual Deus me deu você, querida, para que eu pudesse ter esperança!

Seguramos nossas mãos por um momento, e sabíamos que pudemos dar aos outros hoje algo, pois Deus nos tem dado muito. Nós não vamos muito à Igreja, porém acreditamos em Deus.  Aquele dia me foi mostrada a Luz do Doce Amor de Deus.

Retornei à aula na faculdade, na última noite de aula, com esta história em minhas mãos. Entreguei ‘meu projeto’ ao professor e ele o leu. E então, ele me perguntou se poderia dividir isto com a classe. Eu consenti enquanto ele chamava a atenção da classe para o assunto.

Ele começou a ler o projeto para a classe e aí percebi que como seres humanos e como partes de Deus nós dividimos esta necessidade de curarmos pessoas e de sermos curados. Do meu jeito, eu consegui tocar algumas pessoas no McDonald’s, meu filho e o professor, e cada alma que dividia a classe comigo na última noite que passei como estudante universitária. Eu me graduei com uma das maiores lições que certamente aprenderei: ACEITAÇÃO INCONDICIONAL.

Que muito amor e muita compaixão seja enviada a todos que lerem esta mensagem e aprenderem a: AMAR AS PESSOAS E USAR AS COISAS E NÃO AMAR AS COISAS E USAR AS PESSOAS.

3 set

Céu e Inferno

Arquivado em: Pensamentos — Pedro Mello @ 20:24

Conta-se que um dia um samurai, grande e forte, conhecido pela sua índole violenta, foi procurar um sábio monge em busca de respostas para suas dúvidas. 

- Monge, disse o samurai com desejo sincero de aprender, ensina-me sobre o céu e o inferno. 
 
O monge, de pequena estatura e muito franzino, olhou para o bravo guerreiro e, simulando desprezo, lhe disse: 

- Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma, você está imundo. Seu mau cheiro é insuportável. 

- Ademais, a lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha para a sua classe. 

O samurai ficou enfurecido. O sangue lhe subiu ao rosto e ele não conseguiu dizer nenhuma palavra, tamanha era sua raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge. 

- Aí começa o inferno, disse-lhe o sábio mansamente. 

O samurai ficou imóvel. A sabedoria daquele pequeno homem o impressionara. Afinal, arriscou a própria vida para lhe ensinar sobre o inferno. O bravo guerreiro abaixou lentamente a espada e agradeceu ao monge pelo valioso ensinamento. O velho sábio continuou em silêncio. 

Passado algum tempo o samurai, já com a intimidade pacificada, pediu humildemente ao monge que lhe perdoasse o gesto infeliz. Percebendo que seu pedido era sincero, o monge lhe falou: 

- Aí começa o céu.

17 ago

Você quer ter RAZÃO ou SER FELIZ

Arquivado em: Pensamentos — Pedro Mello @ 12:27

 

Muitas vezes viramos verdadeiras mulas empacadas

Nesse mundo cada vez mais concorrido e competitivo que vivemos, muitas vezes nos vemos discutindo por besteira. Na maioria das vezes apenas para satisfazermos nosso ego, sendo levados facilmente pela nossa vaidade.

Semana passada recebi um e-mail de um grande amigo, Henry Salomon, que descreve muito bem esse tipo de situação, tanto no trabalho como na vida pessoal, e mostra de maneira simples uma maneira para levarmos mais luz para esse padrão.

Aqui vai…

Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos e não conhecem o endereço, então consultam o mapa antes de sair.

Enquanto ele dirige o carro, ela fala para virar a próxima rua à esquerda. Mas ele tem certeza de que o certo é virar à direita, então eles discutem. Percebendo que além de atrasados, eles poderiam ficar mal-humorados e acabar com a noite agradável, então ela deixa que ele decida.

Ele vira à direita e percebe que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.

Então ele pergunta: Se você tinha tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devia ter insistido um pouco mais!

E ela diz: Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão. Se eu insistisse mais teríamos estragado a noite!

Essa pequena estória foi, supostamente, contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de tê-la ou não.

Afinal, você quer ser feliz ou ter razão?

10 jul

O carvão

Arquivado em: Pensamentos — Pedro Mello @ 18:20

Na volta da escola, o pequeno Zeca entra em casa batendo forte seus  pés no assoalho. Seu pai, que estava indo ao quintal para alguns serviços na horta, ao ver o estado do menino o chamou para uma conversa, e antes mesmo que opai dissesse alguma coisa, foi logo justificando a sua irritação:

- Pai estou com muita raiva! O Juca não devia ter feito aquilo comigo, desejo tudo de ruim para ele!

O pai, homem simples mas cheio de sabedoria, escutava calmamente o desabafo do filho.

- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito isso! Gostaria que ele ficasse doente e não pudesse ir à escola.

O pai, depois de ouvir tudo, calado, caminhou até um abrigo e pegou um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal, abriu e fez uma proposta ao filho:

- Zeca faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amigo Juca, e que cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu endereçado a ele. Jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço! Depois eu volto para ver como ficou.

O menino achou que a brincadeira seria divertida e pôs mãos à obra.  Mas, o varal com a camisa estava longe e eram poucos os pedaços de carvão que acertavam o alvo.

Uma hora se passou, e o garoto terminou a ‘tarefa’.  O pai, que espionava tudo de longe, então se aproximou e perguntou:

- E então, filho, como está se sentindo agora?

- Estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai então olhou para o menino, que até então não havia entendido a razão daquela brincadeira, e falou carinhosamente:

- Venha comigo até o meu quarto que eu quero lhe mostrar uma coisa.

Zeca acompanhou o pai e foi colocado diante de um grande espelho, que mostrava seu corpo inteiro.

- Que susto!

Ele só conseguia enxergar seus dentes e seus olhinhos. O pai, então, falou ternamente:

- Filho, você viu que a camisa quase não sujou, mas olhe só para você!

Em relação ao mau que desejamos aos outros também acontece assim. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos ruins, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos! Por isso:

- Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras.
- Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações.
- Cuidados com suas ações, elas se transformam em hábitos.
- Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter.
- Cuidado com seu caráter, ele pode controlar a sua vida.

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